INDISCIPLINA NA ESCOLA – Elisabety Grespan & Pedronilha Grespan

REVISTA SCIENTIFIC MAGAZINE
http://www.scientificmagazine.com.br/
ISSN: 2177-8574


RESUMO

Este artigo pretende mostrar que pais que tem autoridade sobre os filhos, não tem quase problemas com indisciplina na escola, pois estes conquistaram com respeito, valor e amor. Filhos que são criados a vontade e fazem o que bem quiserem tornam-se inseguros, sem rumo e infelizes. A família e nossa primeira ligação com o mundo, por isso torna-se necessário apesar das mudanças ocorridas com a evolução nos últimos tempos e os papeis tem se alterado, principalmente o da mulher, que muitas vezes precisa assumir o cargo de chefe da família. Mas apesar de todas as mudanças e seja qual for a estrutura familiar, e na família que adquirimos princípios e a base para estruturar a convivência social com o semelhante.

Palavras-chave: indisciplina, família, escola.

INTRODUÇÃO

Muitos de nos como educadores e pais nos perguntamos o porque e qual a resposta desta pergunta: Porque nossos alunos que aparentemente tem tudo e de uma hora para a outra se tornam indisciplinados a ponto de comprometer sua aprendizagem? Pretendemos e tentaremos, através deste artigo, numa linguagem simples e objetiva explicar o que, possivelmente, ocorre com estas crianças, e também mostrar alguns sinais que elas nos dão para que possamos reconhecer quando a criança necessita da ajuda  nossa ou de outros profissionais.

1. A ESCOLA

A indisciplina na escola aumentou na atualidade e não há apenas uma  causa ou principal para isso. Ela esta associada a normas e regras sociais e morais. A massificação fez com que alunos de diferentes culturas freqüentassem a escola. Por isso, a causa da indisciplina poderia ser atribuída ao fato dos alunos não conhecerem as normas da escola, então cabe a equipe gestora deixar bem claro qual o seu objetivo e quais as normas devem ser respeitadas na escola.
Art. 205 Assegura o acesso de todos á educação, sendo dever do Estado e da família promover sua distribuição e implantação, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para a vida, para o exercício da cidadania e á sua qualificação profissional. (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE).
Haja vista que a escola não pode ser considerada um lugar onde a educação e vista como um processo linear, mecânico. Mas ao contrario é um processo complexo e sutil, marcado por profundas contradições e por processos coletivos, contínuos e permanentes de formação de cada pessoa.
A escola é o local privilegiando na formação do aluno, porque realiza um trabalho sistemático com planejamento onde procura levar conhecimento, valores e atitudes e formação de bons hábitos.
Sabemos, entretanto que algumas escolas por diversos motivos não consegue lidar com a indisciplina de seus alunos, o modo mais comum usado e o de dar a transferência para se livrar do “problema”.  Então chegamos à conclusão que isto não resolve, pois estaremos matando o sonho de uma pessoa que se tivesse mais atenção nossa dos pais e de todos os funcionários da escola, teria a possibilidade de formar mais um cidadão. A escola deve Reforçar um comportamento desejável é mais eficaz do que tentar enfraquecer um indesejável. As habilidades a se desenvolver são as mesmas para todos os alunos; o diferencial é o constante suporte que precisa ser dado para o aluno indisciplinado.
Os pais confiam demasiadamente não só na formação intelectual, mas também a preparação moral e ética das crianças e adolescentes. As escolas tentam com esforço, mas nada mais podem ser do que substitutos imperfeitos, em primeiro lugar porque não dispõem dos meios que a família possui para agir sobre os seus filhos, depois porque de uma maneira ou de outra são obrigados a edificar sobre fundamentos já postos pela família. E a ação das famílias que determina em larga escala o que as escolas propriamente ditas serão capazes de realizar em beneficio dos alunos.
Os filhos contestam seus pais, seus valores e suas idéias no famoso conflito de gerações, mas ao mesmo tempo sentem segurança nas normas por eles estabelecidas.
Martins, Edson. Curando as feridas – O problema dos filhos de pais separados (MARTINS, 1998).

Os pais não só tem a ocasião, o privilegio, mas também o dever, e obrigação de ensinar aos seus filhos. Gostaríamos de salientar que os pais e as mães deviam cultivar a arte de contar historias. Onde grandiosas verdades podem ficar ao alcance das crianças. Pois um dos deveres essenciais da família consiste em colocar as regras de boa convivência, educação e disciplina.
Na possível solução de problemas de indisciplina, tanto os pais como os profissionais devem pautar a sua conduta de acordo com determinados precipícios como, por exemplo, não tomar decisões apressadas sem antes ter ouvidos todas as partes envolvidas, ouvir o aluno e seu modo de  ver a realidade ou assunto em questão, procurar as causas ou os fatores responsáveis pelo  problema, pesar as conseqüências antes de tomar qualquer decisão. Outro aspecto importante e ter humildade de voltar atrás e refazer todo o caminho, quando não alcançar os resultados previstos.

2. O ALUNO

Sabe se que acriança proporcionalmente, tem maior atividade motora, bem como maior resistência, do que o adulto. A indisciplina pode ser determinada pela imposição de uma inatividade ou repouso forçados. Qualquer mãe poderá dizer sobre os efeitos benéficos sedativos que tem sobre o filho um dia de intensa movimentação e atividade lúdica, num parque ou local amplo para permitir o pleno uso e desempenho de um sistema motriz.
A educação dos alunos começa em casa, onde dos pais espera-se que ensinem os princípios morais éticos e religiosos aos seus filhos, quando estes valores não são encimados acaba refletindo na escola, principalmente em sala de aula. E hoje mais do que nunca, os nossos educandos, estão expostos a inúmeras dificuldades que tornam a vida mais estressante. É necessário iluminar a realidade para que os nossos alunos vejam o que é justo e o que é injusto o que é verdade ou mentira. A escola comete também muitos erros pensando que está ajudando o aluno indisciplinado alguns que devem ser retirados dos costumes da escola; tais como corrigir o aluno em público, expressar autoridade com agressividade, ser excessivamente critico, punir e colocar limites sem dar explicações, ser impaciente e desistir de educar, destruir a esperança e os sonhos do aluno e principalmente não cumprir com a palavra dada a um aluno. Para cumprir essa tarefa são importantes alem da família, a escola. Porem, sem duvida alguma, a questão da indisciplina não deve ficar só na discussão. Devemos ir alem, procurando as causas e possíveis soluções para este grande problema. Devemos ainda lembrar que nossos alunos são diferentes e devemos ter cuidado quando formos procurar ajudá-los para não acabar prejudicando ao invés de ajudar. Pois são diversas as causas que levam um aluno a ser indisciplinado dentre as quais podemos destacar algumas: transtornos de déficit de atenção; hiperatividade; dislexia; disortografia; disgrafia; discalculia; fatores sócio econômico, religioso, racial e emocional; separação dos pais; a postura errado do professor; os pais, a escola; alheamento; agressividade.
Muitíssimos pais são ainda muito infantis para colocarem os interesses dos filhos acima dos seus próprios interesses.como adolescentes, ainda dominados por briguinhas de ódio, muitos pais e mães continuam uma eterna briga, usando os filhos como catalizadores para o seu ódio. Não é a separação que prejudica as crianças, e sim o que vem depois (SILVA,1988. pag. 273).

Em geral, a dificuldade em qualquer destas áreas geralmente se reflete na sala de aula, cabe ao professor fazer as primeiras observações e encaminhar para a orientação que através de instrumentos de medidas-testes, escala de atitudes, entrevista com o aluno e pais e fará quando necessário e com a devida cautela, utilizar como técnicas pertinentes ao trabalho do Orientador Educacional.
A partir destes dados o aluno será encaminhado a especialistas quando necessário, que poderão ajudar e orientar como trabalhar em sala de aula. O professor poderá usar algumas técnicas de relaxamento e relaxação, que ajudam pessoas tensas, agitadas ou com dificuldade para se concentrar.

3. OS PAIS

É muito comum pai que nos dizem com tristeza, angustia e às vezes até com indiferença que não sabe mais o que fazer com seu filho, que a escola faça o que quiser. Dizem que não sabem como educar e culpam o Conselho Tutelar que não os deixa educarem como eles foram por seus pais. Mas eles se esquecem que e outro tempo que a realidade atual requer disciplina e amor mais e preciso encontrar um caminho, de acordo com a realidade de cada família.
Há ainda pais que, angustiados por eventuais problemas que os filhos possam apresentar em sua evolução delegam a escola funções educativas que deveriam ter sido assumidas no seio da família, por sentirem-se incompetentes como educadores. (CADOR, 2005, p.107).

O que tem faltado e o resgate de valores básicos da educação e da família, valores que já deram certo e funcionam em qualquer tempo, como amor, respeito, amizade, fraternidade, paz e união.
A memória de uma criança e como uma filha em branco, pronta para ser escrita, embora aos sete anos de idade uma criança já tenha milhões de experiências arquivadas. Por isso, a primeira impressão registrada pelo fenômeno RAM, o primeiro ensinamento ou conceito que ela ouve e assimila sobre um determinado assunto e o que mais impressiona a personalidade e incorpora-se a ela.
Muitas vezes existem muitos conflitos em casa de pais que xingam se constantemente, não há respeito, filhos que gritam, batem, dementem, abusos sexuais, filhos que dormem com os pais, matam entre outros, falta de afeto e contato físico. Bem como pais que fazem a mesma coisa com seus filhos. Estes são alguns exemplos de conflitos dentro da família.
O lar é uma escola, nenhuma escola igualara a família que esta a altura da sua missão. Alias a família foi a primeira que existiu com Adão e Eva. E ainda em nossos dias ela e o lugar onde tem inicio a instrução.
Os problemas dentro da família existem e devem ser resolvidos, para que isso aconteça, nos enquanto pais temos que estar presentes diariamente ma vida dos nossos filhos.  Só podemos desenvolver um relacionamento com alguém se passarmos tempo junto com ele
“Olhe para mim. Por favor, me veja.  Não minhas roupas ou  curtas ou minha face familiar.  Abra seu coração de modo a ver o meu. Não estou lhe pedindo para concordar ou compreender tudo o   que vê, pois nem mesmo eu consigo fazer isso. Apenas olhe para o que esta aqui, realmente, e permita ser”  (CADERNO PEDAGÓGICO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL,-1991. pág. 143.

Parece-nos que as principais causas da confusão que se instalou na família são as seguintes falta de instrução religiosa na infância, quebra na autoridade e na disciplina paternas, alcoolismo, falta de vigilância nos divertimentos, incluindo o cinema, Internet e dança. E carências de sãs recreações são outros tantos problemas que quase pertencem inteiramente a família.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando que a indisciplina e um problema complexo, que ocorre por diversos fatores, deveram garantir a autonomia e felicidade dos nossos filhos. Baseado no amor, na individualidade de cada criança ou adolescente, para o desenvolvimento de seus talentos e de seus traços de caráter, cabe aos pais e escola ensinar e estimular estes indivíduos a dar o melhor de si mesmo.
Ser pai, mãe ou educador e um caminho sem fim, com altos e baixos. Escola pais filhos devem percorrer juntos este caminho, lado a lado, teremos momentos de alegrias e tristezas, mas e um caminho que precisa ser percorrido, para que se estabeleça a disciplina, união e o principal o amor.
Uma forma simples de curar feridas e também de proteger as gerações futuras dos destinos dolorosos foi e sempre será a terapia do AMOR.
“todo vale será aterrado; e nivelados todos os montes e outeiros, os caminhos tortuosos serão retificados, e os escabrosos, aplanados”
Lucas 3-5

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

Chapman,Steve. Casados amigos, casados apaixonados – Steve Chapman, Belo Horizonte – Betânia,2005 1ª   Editora Betânia S/C

Cury, Augusto Seja líder de si mesmo. O maior desafio do ser humano, Auguso Cury, Editora Sextante

_________ Superando o cárcere da emoção. Auguso Cury, Editora Planeta do Brasil,   2006.

Poli, Cris Filhos autônomos, filhos felizes, 3ª edição – Editora Gente

Haetinger, Max Gunther Coleção Criar, Copyright – 1998 – Max Gunther, Criatividade. Criando Arte e Comportamento.

Caderno Pedagógico de Orientação Educacional, Porto Velho-1991. pág 143.

Sane, Cristiane Cador Por que meu filho não aprende, Cristiane Cador Sane, – – Blumenau, SC –Editora Eko – 2005.

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